Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Está a ver a população da Europa? O número de pessoas que não sabe ler é o mesmo

Mäyjo, 08.09.14

Dados revelados pela Unesco: em Portugal, cerca de 500 mil pessoas não sabem ler (número já conhecido dos Censos 2011), facto que nos coloca na posição 40 entre 157 países.

 

Apesar das melhorias significativas nas taxas de alfabetização a nível mundial, hoje ainda há 781 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever, entre as quais estão 126 milhões de jovens. As mulheres constituem dois terços da população analfabeta, de acordo com os dados publicados esta segunda-feira pelo Instituto de Estatística da UNESCO (UIS), por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização.

A melhoria da situação é evidenciada quando se compara as taxas de alfabetismo da população adulta (84,3% no total da população com mais de 15 anos) com as da população jovem (89,4% do total de jovens entre os 15 e os 24 anos). Em todos os países, conclui a UNESCO, a taxa de alfabetismo dos jovens supera a dos adultos, o que reflete um maior acesso à educação entre as gerações mais novas.

O que os dados também permitem concluir é que as sociedades mais alfabetizadas são mais ricas, visto confirmar-se uma correlação entre a taxa de alfabetização de um país e a sua riqueza nacional, medida pelo PIB per capita. Além disso, os dados evidenciam que quando aumenta a taxa de alfabetização, diminui a proporção de população a viver em situação de pobreza.

Quando se olha para Portugal, conclui-se que há meio milhão de analfabetos, de acordo com os dados dos Censos de 2011. Correspondem a 5% da população, com uma maior proporção do lado das mulheres (6,8% do total da população), do que dos homens (3,5%). A UNESCO coloca-nos na 40ª posição no total de 157 países, apontando para que 67,6% da população analfabeta em Portugal seja do sexo feminino. Em termos de alfabetização dos jovens, atingimos uma taxa de 99,4% - seis lugares abaixo da Espanha e dois acima da Grécia. 

 

 

Analfabetismo nos jovens

 

Assim como Portugal, mais de metade dos 200 países analisados tem uma taxa de alfabetismo igual ou superior a 95%. 

Dos 126 milhões de jovens analfabetos com idades entre os 15 e os 24 anos, cerca de nove em 10 vivem numa de duas regiões: Ásia Ocidental e do Sul ou África Subsariana. Se na Ásia Ocidental existem 62 milhões de jovens analfabetos - menos 31 milhões do que se registava em 1990 -, na região da África Subsariana há 49 milhões de jovens sem saber ler, mais 14 milhões do que havia em 1990, em parte devido ao crescimento da população na região.

O maior progresso deu-se nos países árabes e na Ásia Ocidental e do Sul, em grande parte devido ao aumento do número de mulheres a saber ler e escrever. Nos países árabes, a alfabetização aumentou 27% nas mulheres e 17% nos homens entre 1990 e 2012. Já em países como a Guiné, Níger, República Centro-Africana e Burkina Faso, menos de 40% dos jovens sabem ler e escrever. 

As diferenças entre os dois sexos, a nível mundial, têm vindo a diminuir quando se olha para a alfabetização da população jovem. Em 2012, 87% das raparigas tinham competências básicas de alfabetização, comparando com 92% dos homens - concluiu-se que três em cada cinco jovens analfabetos são mulheres.

"Quando os níveis de alfabetização das mulheres jovens estão persistentemente abaixo dos homens, isso evidencia uma verdadeira questão de direitos humanos, pois em alguns países é negado às raparigas o direito básico de acesso à educação devido ao seu género", sublinha a UNESCO.

A situação é considerada "alarmante" em países como o Níger (15% de taxa de alfabetismo para as mulheres), Guiné (22%), República Centro-Africana (27%), Benim (31%) ou Afeganistão (32%), entre outros. 

Entre os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (MDG), definidos em 2000, está precisamente a diminuição para metade da taxa de analfabetismo da população mundial, a atingir já no próximo ano. 



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/esta-a-ver-a-populacao-da-europa-o-numero-de-pessoas-que-nao-sabe-ler-e-o-mesmo=f888679#ixzz3CkT7yqEg

Casos de mutilação genital feminina colocam Portugal entre os países de "risco"

Mäyjo, 06.02.14

Assinala-se esta quinta-feira o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, uma prática que afecta 130 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo, incluindo 500 mil na Europa. Portugal é também uma zona de risco, segundo a secretária de Estado da Igualdade.

O Governo aproveita a data para lançar o terceiro programa de acção para eliminar uma prática que é considerada crime, mas que quase não chega aos tribunais. 

Em Portugal, até 2013, chegaram três casos a tribunal, mas todos foram arquivados, por diferentes razões. A mutilação genital feminina nem sempre é fácil de comprovar, ou até de identificar. 

Esta prática é crime e Portugal está entre os países de risco devido à existência de comunidades de imigrantes de países onde prática é comum, como a Guiné, do Senegal, do Egipto, da Gâmbia, Nigéria ou Serra Leoa. 

Teresa Morais, secretária de Estado da Igualdade, admite que um dos problemas é o secretismo desta prática. “Quero esclarecer que esta prática, que pode acontecer em território português em grande secretismo e muitas vezes não se consegue saber o suficiente porque as comunidades se fecham e silenciam esta prática. Mas também acontece em circunstâncias em que as crianças são levadas de férias para o país de origem, onde a mutilação é praticada.” 

Sendo assim, fica difícil conhecer a situação portuguesa em relação a este fenómeno, mas está criada a plataforma de dados para a saúde, que deve identificar os casos, que chegam aos profissionais de saúde. 

O programa que vai ser aplicado até 2017 prevê o reforço do trabalho com as comunidades imigrantes, mas também passa a envolver a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.

 

in: Rádio Renascença

Discurso de Malala na ONU

Mäyjo, 22.01.14

Malala, a menina paquistanesa que desafiou os radicais islâmicos do Talibã por querer estudar, quase pagando com a vida por isso, se tornou símbolo da luta pela liberdade e pelos direitos da mulher.

 

Vê o discurso de Malala nas Nações Unidas, no dia 12 de julho de 2013 (Legendado em Português - BR).